sábado, 23 de outubro de 2010

Soldado é condenado a 13 anos em Ipatinga

IPATINGA – O julgamento do soldado da Polícia Militar Ricardo Lima Carvalho, de 33 anos, do empresário Geraldo Canuto Alves, 49, e do mototaxista Wenelson Elias Lage, o ‘Alemão’, 23, chegou ao fim na madrugada desta quarta-feira (20), após mais de 15 horas, no Tribunal do Júri Vito Gaggiato, no Fórum da Comarca. A sessão foi presidida pelo juiz Antônio Augusto Calaes de Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Ipatinga. A acusação foi feita pelo promotor Marcelo Dumont Pires, que considerou o resultado satisfatório. Os réus receberam condenações diferentes. O Conselho de Sentença definiu que o soldado terá de cumprir uma pena de 13 anos de prisão. Já o empresário e o mototaxista foram sentenciados a sete anos de reclusão. Os advogados já avisaram que vão recorrer junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Ricardo Carvalho poderá ser excluído da PM em breve. Ele permanece recolhido em um batalhão da região. Geraldo e Wenelson estão no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) de Ipatinga, mas deverão ser mandados nas próximas semanas para alguma penitenciária da região. Além do assassinato, os três réus também responderam a crime de formação de quadrilha.

Os crimes
O policial, o empresário e o mototaxista responderam ao assassinato do vendedor Alcides Gomes Maciel, 25, morto a tiros em seu local de trabalho (a antiga revendedora de carros Estação Veículos, no Bairro Canaã), em 11 de agosto do ano passado. Carvalho também foi condenado pelo homicídio do pedreiro Eduardo Geraldo de Souza e Silva, o “Duda”, 30, ocorrido no mesmo dia e também na revendedora.

Especulou-se, inicialmente, que a morte de Alcides fosse um latrocínio (roubo seguido de morte), mas a Polícia Civil investigou o caso e verificou que se tratava de um homicídio planejado por uma quadrilha formada por empresários envolvidos na compra e venda de carros na região, por um borracheiro ex-PM, um mototaxista e pelo soldado Carvalho.

Os assassinatos começaram a acontecer quando Eduardo invadiu a extinta Estação Veículos – que ficava localizada na esquina da Rua Macabeus com Avenida Gerasa – e de revólver em punho rendeu três funcionários, simulando que cometeria um assalto.

Além de Alcides, estavam na revendedora outros dois vendedores. Alcides acabou baleado depois de se surpreender com Eduardo e dizer: “O quê que é isso?”. Sem pensar duas vezes, o pedreiro deu um tiro certeiro no peito do vendedor.

Assim que Eduardo baleou Alcides, uma viatura da PM chegou às imediações da Estação Veículos. Os militares foram ao estabelecimento comercial e se depararam com o vendedor, mesmo baleado, tentando tomar a arma do pedreiro. Os dois estavam em luta corporal. Os policiais atiraram seis vezes contra Eduardo. Na viatura havia um sargento, um cabo e o soldado Carvalho, que deu quatro dos disparos.

Morto por engano
De acordo com o que apurou a Polícia Civil e o Ministério Público (MP), quem deveria ser assassinado era o empresário e proprietário da Estação Veículos, Adeildo Anacleto da Silva. Alcides teria sido morto por engano, já que tinha características físicas bem semelhantes às do alvo.

Incumbências
O soldado Carvalho, ainda segundo a PC e MP, sabia que Eduardo iria à Estação Veículos assassinar uma pessoa e também estava informado da hora exata que isso ocorreria. Desta forma, ele teria induzido o sargento e o cabo que estavam com ele na viatura a seguir para o estabelecimento, com a desculpa de buscar um documento no local, para assim matar Eduardo como ‘queima de arquivo’. Geraldo emprestou a arma para o pedreiro matar Alcides. Por sua vez, Wenelson e outro investigado levaram o pistoleiro até as proximidades da Estação Veículos.

http://www.jornalvaledoaco.com.br/novo_site/ler_noticia.php?id=86727

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