terça-feira, 26 de novembro de 2013

Acusado de matar ex-namorada em Uberaba pega 16 anos de reclusão

Foi condenado pelo júri popular a 16 anos de reclusão, no início da noite desta terça-feira (26), em Uberaba, o mestre de obras Lindoval Pereira, acusado de assassinar a ex-namorada e universitária Virlânea Augusta de Lima, em outubro de 2008.

Segundo a sentença, o réu foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Do total da pena, ele já cumpriu cinco anos, pois assim que o corpo foi localizado às margens do Rio Grande, ele foi detido. De acordo com o promotor do caso, Eduardo Pimentel, todo o tempo de prisão provisória cumprido será considerado e descontado da pena aplicada. “Os cálculos serão feitos. Existe uma progressão de regime do fechado para o semiaberto e depois para o aberto. Vamos examinar tudo isso com muita calma e então estabelecer qual será a posição do Ministério Público a respeito da pena em si”, explicou.

Julgamento
O julgamento ocorreu no Fórum Melo Viana, durou mais de 8h30 e contou com 15 convocados, dos quais sete foram sorteados a participar. Pela manhã, o acusado confessou que matou a estudante de medicina para o júri popular.

O réu chegou acompanhado de agentes penitenciários, já que está preso desde a época do crime. Durante o depoimento, Lindoval disse, no entanto, que não teve a intenção de matá-la. Disse também que o homicídio ocorreu durante uma briga entre os dois quando estavam dentro de um carro. O réu afirmou que eles se agrediram mutuamente e ela ficou ferida.

Lindoval confessou ainda que tentou levá-la a um hospital, mas quando percebeu Virlânea já estava morta. O mestre de obras se emocionou durante o depoimento e disse que ainda sente falta da estudante. O acusado também comparou o sofrimento dele com o da família da estudante de medicina.
Defesa
Antes dele, duas testemunhas de defesa prestaram depoimento sobre como era o relacionamento entre Lindoval e Virlânea. Elas disseram que o mestre de obras foi responsável pela vítima ter feito a faculdade de medicina, pois ele arcava com todas as despesas dela, inclusive, o cursinho preparatório.

Entenda o caso
A estudante foi morta no dia 12 de outubro de 2008. Foram dois dias de procura até Virlânea ser encontrada às margens do Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Na época, as investigações apontaram que o mestre de obras teria sido o autor.

Ela estava com um ferimento na cabeça e duas marretas amarradas ao pescoço. No mesmo dia, o delegado Heli Andrade, responsável pelo caso, já suspeitava de crime passional. O suspeito foi encontrado em uma chácara localizada nas proximidades de Uberlândia após ficar foragido por 45 dias e na época negou o crime.

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