segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

País da Copa mostra ao mundo a incompetência para vencer violência em estádios

Na semana em que atraiu os olhares de 180 países do planeta para o sorteio dos grupos da Copa de 2014, o Brasil deu ao mundo, ontem, na goleada do Atlético-PR por 5 x 1 sobre o rebaixado Vasco, mais uma prova de atraso. Pior do que a incompetência para entregar estádios e obras de infraestrutura, só mesmo mais um flagrante mau exemplo de involução humana em pleno século 21. Em outra prova de que a maior parcela dos frequentadores dos nossos estádios é formada por animais imunes a jaulas, as cenas de brutalidade protagonizadas por bárbaros travestidos de torcedores dos dois clubes deixaram como triste recordação da última rodada do Brasileirão cenas criminosas: chutes e pisões na cabeça de um indivíduo indefeso, caído no chão, e até agressão com pedaços de pau reforçados com prego na ponta. 

Em vez da bola, uma ambulância e até um helicóptero roubaram a cena dentro do gramado para levar os agredidos às pressas ao Hospital São José, em Joinville. O saldo na praça de guerra em que se transformou a Arena Joinville foram quatro feridos: os paranaenses Estevão Viana, 24 anos, e William Batista, 19, e os cariocas Gabriel Ferreira Vitael, 29, e Diogo Cordeiro da Costa Ferreira, 29. Só Diogo recebeu alta ontem. Testemunha da barbárie, o zagueiro Luiz Alberto, do Atlético-PR, chegou a aproximar-se do alambrado na tentativa de domar os animais. Impotente, chorou. “A gente estava tentando tirar os torcedores do Atlético. Estávamos vendo o rapaz deitado, tomando chute, levando golpe de madeira. 

É um ser humano. A gente pedia para eles pararem, e eles não nos escutavam”, lamentou. O zagueiro Cris, do Vasco, chegou a levar as mãos à cabeça em sinal de desespero, e lamentou a insegurança. “Vimos que, antes do jogo, não tinha policiamento algum, não tinha cordão para fazer segurança dos jogadores. Imagens fortes, confronto de torcidas chocantes e lamentáveis”, reclamou. Responsável pela segurança da Polícia Militar, Adilson Moreira surpreendeu ao informar que a ordem na Arena Joinville estava a cargo de uma empresa privada contratada pelo Atlético-PR. No momento da confusão, as tevês flagraram três homens fazendo o cordão de isolamento entre rubro-negros e cruz-maltinos. À espera do reforço policial e do retorno da ambulância para dar sequência ao jogo, o árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro recomeçou o jogo a contragosto depois de 66 minutos de paralisação.

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