quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Presidiários que tiraram fotos para o Facebook são ouvidos em Uberlândia

A diretoria do presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, abriu sindicância para investigar 12 dos 13 detentos que tiraram fotos dentro do local e que foram postadas em um perfil falso do Facebook, em dezembro do ano passado. Segundo o diretor da unidade prisional, Adanil Firmino da Silva, o perfil foi encontrado após denúncia anônima. Os envolvidos já começaram a ser ouvidos nessa terça-feira (11) e, assim que o procedimento for concluído, o caso será encaminhado à Polícia Civil. “Eles negam, ninguém sabe de celular algum. Negam até que são eles nas fotos. Nossa investigação principal é no sentido de saber como esse celular entrou aqui”, afirmou Adanil.
Nas imagens os presos aparecem vestindo os uniformes da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) e também dormindo nos colchonetes. O perfil também traz algumas fotos de motocicletas e quantia em dinheiro, que não foram tiradas dentro do presídio.
Dentre os processos já aplicados ao grupo está a suspensão dos direitos como banhos de sol, “sacolinhas” – quando os familiares levam refeições – e visitas semanais por pelo menos um mês.
Os presidiários envolvidos no caso foram presos por tráfico de drogas, furto, roubo e estavam na mesma cela quando as fotos foram tiradas e publicadas na rede social. Na época, haviam 16 detentos na cela, mas três não apareceram nas fotos. Um deles foi solto dias após ao fato e os outros permanecem na unidade. Não foi localizado nenhum aparelho celular com eles e a suspeita é de que as fotos tenham sido colocadas na internet por alguém de fora.
A sindicância interna deve ser finalizada na próxima segunda-feira (17). Depois Adanil Firmino irá encaminhar o documento à polícia, que poderá instaurar um inquérito para apurar o crime de posse, propriedade ou uso de celulares dentro do presídio.
Apreensões e prevenção
De acordo com a diretoria do presídio, só em janeiro deste ano foram encontrados 75 aparelhos celulares dentro da unidade. Destes, 35 foram apreendidos com os presos, 20 estavam dentro das celas e não tiveram os donos identificados. O restante foi arremessado pelos muros e não chegou aos presos. “A maioria entra pelas visitas. Infelizmente são cerca de 600 pessoas entrando aqui todos os fins de semana e uma ou outra acaba passando despercebida pela vistoria”, comentou Adanil.
No mesmo mês, dois outros presos também foram advertidos por acessarem redes sociais no local.
Adanil disse que ainda nesta semana dois motociclistas arremessaram um embrulho para dentro da unidade, que fica no Bairro Dom Almir. Os agentes penitenciários viram e acionaram a Polícia Militar (PM), que fez um cerco e bloqueio na região, mas não conseguiu localizar os suspeitos. Dentro do embrulho não havia nada e a direção considera que os criminosos quiseram testar o sistema para posteriormente jogarem algo de fato para algum interno.
A fim de evitar que os presidiários consigam utilizar celulares direto da unidade – que hoje abriga 1.846 presos, quando a capacidade máxima é para 940 – o coronel adiantou que será implantando sistema de bloqueio de sinal.
Na última semana ele teve uma conversa com representantes da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), que irão mandar uma equipe para avaliar a unidade. “Uma vez nós fizemos a experiência, mas o sistema bloqueou o sinal de quase todo o bairro. Agora, colocaremos um específico, para bloquear apenas dentro do presídio”, ressaltou.
Ainda não há previsão para que o bloqueador comece a funcionar.


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