sábado, 1 de março de 2014

Denúncia contra acusados de tráfico em helicóptero dos Perrella é aceita

A Justiça Federal aceitou nesta sexta-feira (28) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF-ES) contra cinco acusados de envolvimento com o tráfico de 445 quilos de pasta base de cocaína em umhelicóptero da família do senador mineiro Zezé Perrella (PDT).
O juiz federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa ainda manteve o helicóptero apreendido. A aeronave está sob responsabilidade do governo do estado do Espírito Santo. O magistrado determinou que os advogados dos acusados recebam notificação para apresentar defesa em um prazo de dez dias.
Os cinco foram foram denunciados por tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico, pelo Ministério Público Federal do Espírito Santo (MPF-ES), no dia 24 de janeiro. A aeronave foi apreendida em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, na região Serrana, com 445 kg de pasta-base de cocaína, em 23 de novembro do ano passado. Os suspeitos são o piloto e o copiloto da aeronave, os dois homens responsáveis por descarregar o helicóptero e também dono de uma propriedade que servia de base para a organização.
Para o MPF-ES, os denunciados se associaram para importar de forma rotineira cocaína do Paraguai para o Brasil. O piloto teria sido convidado a participar do esquema para fazer o transporte das drogas e ganharia R$ 50 mil para o serviço, saindo de Belo Horizonte às 7h e retornado às 18h.
Trajeto do helicóptero
Informações sobre a origem da droga e o trajeto do helicóptero ainda são objeto de investigação. Segundo a Polícia Federal, sabe-se que o helicóptero esteve no Paraguai no dia 23 de novembro para buscar a droga. No mesmo dia, o entorpecente foi transportado para um lugar ainda indefinido, em São Paulo, e o helicóptero foi guardado sem a droga no Aeroporto Campo de Marte. No dia seguinte, já com a pasta base de cocaína, a aeronave realizou um pouso em Minas Gerais para abastecer, e depois seguiu viagem até o Espírito Santo. Não há informações se o piloto que conduziu a aeronave até o país vizinho é o mesmo que foi detido em Afonso Cláudio.

Combustível
O portal de transparência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aponta que a Casa reembolsa, por meio da verba indenizatória, o combustível do helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, de propriedade do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD). A informação foi confirmada, no dia 28 de novembro, pelo advogado da família, Antônio Castro. Segundo a ALMG, cada deputado estadual recebe, por mês, a verba de R$ 20 mil, sendo deste total R$ 5 mil destinado para gastos com combustíveis.

Quanto ao combustível usado pelo helicóptero investigado, as provas apontam que todos os abastecimentos posteriores ao início do voo foram custeados pelo grupo criminoso, em aeroportos ou pontos clandestinos. A PF, informou em nota, que não tem competência legal para apurar uma eventual irregularidade no custeio de combustíveis do helicóptero pela ALMG, fato que deve ser analisado pelo Ministério Público mineiro.
Um dos quatro presos informou que faz parte de uma quadrilha chefiada em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, município próximo a uma rota do tráfico internacional de drogas. As informações constam no auto de prisão em flagrante emitido pelo juiz Jorge Orrevan Vaccari Filho, da 2ª Vara da Comarca de Afonso Cláudio, no dia 26 de novembro.

Custo do serviço
Ainda de acordo com o auto de prisão, o grupo receberia mais de R$ 186 mil para fazer o transporte da droga. Com os suspeitos, a polícia também apreendeu 11 aparelhos celulares, sendo dois deles com comunicação via satélite, e dois aparelhos GPS, com capacidade de navegação aérea em grandes distâncias.

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