terça-feira, 15 de abril de 2014

PF prende 31 pessoas em operação de combate ao tráfico internacional

Pelo menos 31 pessoas, sendo a maioria empresários e comerciantes, foram presos nesta terça-feira (15) suspeitos de integrar quadrilhas de tráfico internacional de drogas em cinco estados do país, segundo informou a Polícia Federal de Araraquara (SP) em uma coletiva de imprensa nesta tarde. As prisões aconteceram durante a Operação 'Escorpião', que teve a participação de 200 policiais e cumpriu mandados em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. O balanço completo das prisões e apreensões ainda não foi divulgado, porque a PF ainda aguarda contato com os policiais de dois estados.
Ao todo, 17 prisões ocorreram em três cidades do interior de São Paulo, sendo sete em Araraquara, oito em Ribeirão Preto, e duas em Jaboticabal. Todos são suspeitos de integrar duas quadrilhas de tráfico internacional de maconha e cocaína. As outras 14 prisões ocorreram em outros estados, mas a PF não precisou quais são e as cidades.  A PF também apreendeu dinheiro, armas, munições e veículos, mas os números ainda não foram contabilizados.
Segundo o delegado da PF de Araraquara, Alexandre Custódio Neto, a operação teve o objetivo de cumprir 43 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão nos estados. A ação foi deflagrada em cumprimento à decisão da 2ª Vara Federal de Araraquara (SP), que também determinou o bloqueio de diversas contas bancárias.
No interior de São Paulo, os suspeitos presos eram em sua maioria empresários e comerciantes. Seis pessoas, sendo cinco em Araraquara e uma em Ribeirão, já estavam presas. "Em Araraquara tinham empresários do ramo de hortifrutigranjeiro, pizzaria, arendamento de caminhão de câmara fria. Em Ribeirão, vários trabalhavam com comércio. Já em Jaboticabal eles eram do ramo de venda veículos, que acabavam sendo usados no transporte de drogas", explicou o delegado da PF de Araraquara, Alexandre Custódio Neto.Investigações
O nome da operação 'Escorpião' tem relação com um tipo de cocaína negociada pelas duas quadrilhas. "É uma pasta base, uma cocaína de melhor qualidade e mais cara. Ele era adquirida com traficantes do Mato Grosso, que traziam da Bolívia e do Paraguai", afirmou.
A investigação começou em fevereiro de 2013, depois que a PF flagrou um laboratório de drogas em Altinópolis e, em março, prendeu um traficante de drogas em Cascavel (PR). O trabalho já resultou na prisão de 26 pessoas e apreensão de 380 quilos de cocaína, 130 quilos de maconha, 500 pontos de LSD, quatro armas de fogo, 28 veículos e R$ 100 mil. À época, os entorpecentes apreendidas chegaram ao país pelas regiões de fronteira de Foz do Iguaçu (PR), Ponta Porã(MS), Corumbá (MS) e Cáceres (MT)
Os integrantes das organizações criminosas investigadas atuavam na região de Araraquara e Ribeirão Preto, onde comercializavam drogas trazidas da Bolívia e Paraguai em carros e caminhões. O material era adquirido por traficantes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e, parte da carga, também se destinava ao estado de Minas Gerais, de acordo com a PF. "Durante o trabalho, foi possível identificar alguns fornecedores que atuam na região de fronteira. Grande parte da maconha e da cocaína ficava aqui na região e uma parte ia para Belo Horizonte e para a região de Itaúna", afirmou o delegado.A droga que chegava à região também era distribuída em São Carlos, Jaú, Bauru, Monte Alto e Olímpia. "Ocorreram várias apreensões consideráveis de cocaína, maconha, produtos químicos utilizados no preparo de drogas, além de armas de fogo", relatou Custódio Neto.
Outras prisões
Segundo o delegado, os outros suspeitos de tráfico de Araraquara e Ribeirão que já haviam sido detidos em outras ações são os principais líderes das organizações criminosas.  "No decorrer das investigações, alguns alvos foram presos e agora recebem novos mandados de prisão porque estavam vinculados a ocorrências anteriores", explicou.

A PF informou que alguns suspeitos brasileiros estão em cidades do Paraguai e, por isso, as prisões dependem da polícia do país. A polícia ainda aguarda os resultados dos mandados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Segundo o delegado, o contato com os policiais ainda não foi possível pois são áreas rurais.
Os investigados responderão na medida de suas participações pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e por integrarem organização criminosa.

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