quinta-feira, 22 de maio de 2014

Delegado diz que militar morto na Pampulha foi vítima de latrocínio

O delegado Rodrigo Bossi disse que o policial morto no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, foi vítima de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. A declaração foi dada nesta quarta-feira (21), durante apresentação dos dois suspeitos de participar do crime, Wilson Guimarães Filho, de 25 anos, e José Henrique da Silva Bento, de 30. O terceiro envolvido no homicídio, Ítalo Pedrosa de Sousa Júnior, de 22 anos, foi encontrado sem vida poucas horas depois do militar ser baleado. O soldado André Luiz Lucas Neves, de 27 anos, foi assassinado na última sexta-feira (16), na avenida Fleming, depois de tentar intervir em um assalto.
 
Ainda segundo o delegado que está à frente das investigações, Ítalo Pedrosa teria sido morto acidentalmente por Wilson, que teria manuseado de forma imprudente a arma que havia roubado do policial. O policial também esclareceu que a Polícia Civil (PC) já tem uma versão inicial do crime, mas ainda é necessário reunir algumas provas técnicas para confrontar as informações recolhidas. O trio de suspeitos é alvo de investigação sobre participação em quadrilha especializada em roubo de carros.
 
Durante depoimento, os detidos afirmaram que, no dia do crime, eles saíram de casa com a intenção de roubar um Peugeot para usar as peças do carro em veículo da namorada de José Henrique. Juntos, os três homens rodaram por BH em busca do carro pretendido, mas o combustível do veículo que eles usavam acabou. Com a falta de mobilidade, os suspeitos resolveram assaltar alguns pedestres para obter o dinheiro necessário para o abastecimento. Nesse momento, Ítalo teria ficado no carro para facilitar a fuga dos comparsas.
 
A dupla rendeu duas mulheres, quando o soldado André Luiz, que estava à paisana e passava por acaso pelo local, percebeu a movimentação e decidiu agir. Ele se identificou como policial militar e acabou entrando em luta corporal com Wilson, que reagiu à intervenção. Na briga, Wilson, que segurava um revólver calibre 32, deixou sua arma cair. Na sequência, o comparsa José Henrique pegou o revólver e disparou contra o policial. O militar foi atingido no peito e nas costas.
 
Ainda atordoado, Wilson teria recolhido a arma do policial militar antes de fugir. Os dois suspeitos voltaram para o carro onde estava Ítalo Pedrosa. O suspeito Wilson, que se sentou no banco atrás ao do motorista, acabou disparando contra o assoalho do veículo. Com o recuo da arma e devido à falta de experiência do suspeito no manuseio da mesma, houve um segundo disparo, que acertou a nuca de Ítalo, causando sua morte. Com o fluxo de combustível interrompido por causa do primeiro tiro e com o comparsa morto, os outros dois suspeitos se separaram.
 
Na fuga, Wilson ainda teria rendido três mulheres em um carro e obrigado as vítimas a descerem alguns metros à frente. Já José Henrique, que fugia a pé, foi preso portando o revólver do trio. Wilson se apresentou à polícia nessa terça-feira (20), quando foi cumprido o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Ele também entregou a arma do policial morto.
 
Wilson e José Henrique foram encaminhados para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira. (*Com PC)

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