quinta-feira, 26 de junho de 2014

Número de assaltos cresce 30% em BH

Os números são alarmantes: segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), o número de assaltos em Belo Horizonte cresceu cerca de 30% nos primeiros quatro meses de 2014 com relação ao mesmo período do ano passado. No total, aproximadamente 11 mil pessoas foram vítimas deste crime, somando 95 moradores roubados por dia na capital mineira.
O garçom Maicon Marra foi uma das vítimas dos bandidos entre janeiro e abril. Ele conta que foi abordado na rua Timbiras, no centro da cidade, o local onde se concentra a maior parte das ações dos criminosos. Armados com faca, três suspeitos ordenaram que ele passasse dinheiro e celular. Com medo de perder a própria vida, ele resistiu à vontade de pedir socorro aos militares, que passaram bem na hora da ação.
— Quando a gente é assaltado, fica sem reação nenhuma. Desceu uma viatura na hora, mas eles disseram assim "fica quieto, senão eu enfio" [a faca]
Os comércios também são alvos frequentes entre os assaltantes. Para os comerciantes e funcionários, fica o trauma e o prejuízo. Em uma joalheria de Belo Horizonte, o rombo chegou a R$ 30 mil, conforme conta o proprietário, que prefere não se identificar.
—Às vezes os caras chegam na pressão e a gente acaba dando, mesmo não tendo nada. Por medo, né, não pode reagir que é pior.
Perfil do crime
O site Onde Fui Roubado reúne denúncias das vítimas e ajuda a traçar o perfil de crime ocorrido em Belo Horizonte. De acordo com os dados da página, 56% dos assaltos ocorre durante a noite e a grande maioria das vítimas são homens. De acordo com o delegado da Polícia Civil Marcelo Palladino, a investigação deste tipo de crime é complicada, devido à falta de pistas.
— O roubo e furto contra transeunte é muito difícil ter elementos para iniciar a investigação. Você só tem o relato da vítima, é muito difícil conseguir chegar a autoria neste tipo de caso.
Palladino ressalta ainda que os celulares são os objetos mais levados pelos criminosos. Para se proteger, a pessoa deve ter alguns cuidados.
— O cidadão tem que saber se portar no sentido de se for mexer no celular, entrar em um local fechado ou se for mexer na carteira, ficar mais atento. O cidadão não deve contribuir para facilitar este tipo de crime.
A coronel Cláudia Romualdo, chefe do Comando de Policiamento da Capital, ressalta que a Polícia Militar faz operações planejadas nos pontos onde há o maior número de registros deste tipo.

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