sábado, 11 de outubro de 2014

Ladrão pede desculpa para PM que teve casa roubada em H

Há mais de 20 anos na Polícia Militar (PM), o sargento Romualdo da Silva foi surpreendido duas vezes nesta semana. Depois de ter a casa, que fica na Região Leste de Belo Horizonte, invadida e roubada neste domingo (5), ele se deparou com um pedido de desculpas inusitado na porta do imóvel. No dia seguinte ao crime, uma faixa foi colocada no bairro Santa Inês, com uma mensagem de retratação: "Desculpe Sargento Romoaldo (sic) e família por ter invadido sua casa e ter te causado esse transtorno".

Ao G1, o militar contou que estava de serviço neste domingo, quando recebeu uma ligação de um vizinho, informando que a casa dele estava sendo arrombada. Quando policiais, entre eles o próprio sargento, chegaram ao local, os suspeitos já haviam fugido, levando um televisor e um monitor. Silva mora com a mulher e com os filhos, mas no momento do crime a casa estava vazia. O portão do imóvel e janelas foram arrombadas.

O sargento, que é lotado no Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam), diz que agiu neste caso como sempre atua em todas as ocorrências. “Nesses mais de 20 anos que eu tenho de PM, eu sempre agi dessa maneira. Eu me tratei, do jeito que sempre tratei as pessoas. Até onde o policial militar poderia ir, eu fui”, afirmou.

De acordo com ele, os vizinhos conseguiram anotar a placa do carro que teria sido usado pelos três suspeitos. Com este dado, os policiais conseguiram localizar o registro de quem seria o proprietário do veículo.  “A gente chegou até a pessoa que era dona, mas já tinha vendido o carro”, conta. O antigo proprietário, segundo o militar, apresentou o recibo da venda e apontou o nome do comprador, que é um dos suspeitos do assalto.

Os militares foram até a casa do rapaz, mas ele não estava. A mãe do suspeito chegou a ligar para o filho, que inicialmente teria negado a participação no crime. De acordo com o sargento, pouco tempo depois, o jovem teria telefonado para a mãe e dito que não iria se entregar.  “Fiz o boletim de ocorrência e constei o nome dele como suspeito”, disse.

Entretanto, o militar conta que, ao chegar em casa após o dia atípico de trabalho, ele era esperado pelo advogado do suspeito, que gostaria de devolver os materiais roubados. “Dei prazo de 20 minutos para eles devolverem. Em menos de dez minutos, bateram na casa da vizinha, dizendo que tinham um documento para entregar para mim e que eu não estava”, relembra. Segundo ele, ao abrir a porta, a mulher encontrou o televisor e o monitor.  “A retratação, a devolução dos bens, não sei se é verdadeira. Pode ser uma estratégia de diminuir a pena deles”, pondera.
No dia seguinte, enquanto ainda se recuperava do susto, o militar saiu de casa com a família, e, neste momento, a faixa com o pedido de desculpas foi colocada na porta da casa dele. O sargento conta que, antes mesmo de voltar para o imóvel, ficou sabendo da retratação do suspeito por meio de mensagens enviadas pelos vizinhos.

“Fiquei surpreso, me surpreendi, o advogado falou que ele [suspeito] ia se retratar, mas eu não imaginava, nunca vi alguém que comete um crime fazer isso. Mas isso não apaga a sensação de ver sua casa violada, invadida por criminosos”, pontua.

De acordo com a sala de imprensa da PM, a ocorrência foi registrada como furto e foi encerrada na 1ª Delegacia de Sabará. “Com certeza haverá inquérito e terá um julgamento. Quero que a justiça seja feita”, afirma. A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que a delegada Larissa Nunes Mayerhofer Lima já instaurou inquérito, mas não vai dar entrevista para não atrapalhar as investigações que estão em andamento.

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