quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Por hora, nove pessoas são roubadas em Minas Gerais

A cada hora, nove pessoas são vítimas de roubo em Minas Gerais. Em 2013, foram registradas 84.047 ocorrências desse tipo em todo o Estado. Do total, 8.404 são referentes a roubos de veículos – tipo de crime que cresceu 71,6% no ano passado, em comparação com 2012. Os dados são do 8º Anuário de Segurança Pública, divulgado nessa terça-feira (11).
 
O crescimento nos índices é visto com preocupação por especialistas em segurança pública. “Claro que existe um contexto geral que deve ser levado em consideração, mas com relação à região Sudeste, as taxas de Minas são as piores. Isso indica que temos um problema muito sério na gestão de segurança do Estado, principalmente nos últimos três anos”, avalia Robson Sávio, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que confecciona o anuário.
 
Os registros de roubos a pedestres, residências, estabelecimentos comerciais, carro-forte e transporte coletivo chegaram a 75.643 em 2013. O número representa um aumento de 29% em relação aos dados de 2012, quando ocorreram 58.623 casos em todo o Estado. As ocorrências de porte ilegal de arma de fogo também aumentaram na comparação entre os dois anos, passando de 4.939 em 2013 para 5.103 no ano passado. O roubo e o porte ilegal têm ligação direta, uma vez que os assaltos são, na maioria das vezes, efetuados por autores armados.
 
Apesar da alta nos indicadores, Sávio acredita ser possível reverter o problema. “É preciso ter uma política nesta área baseada em bons diagnósticos, planejamento e ações integradas entre os diversos agentes do sistema. Além disso, é preciso ter vontade política para enfrentar mazelas nas instituições e trabalhar mais na prevenção do que na repressão”.
 
EM ABERTO
 
O homicídio doloso, quando há a intenção de matar, é outro crime que cresceu em Minas Gerais. Em 2013, 4.275 pessoas foram assassinadas, número 4,9% maior do que o registrado em 2012 (3.924). Mais do que o aumento em si, é a comparação entre os homicídios e os casos não solucionados que torna o cenário ainda mais alarmante.
 
Do total de assassinatos em 2013, 91% não foram esclarecidos. O fato é visto como alimentador do sentimento de impunidade na população. “Isso só ressalta a falência do sistema judiciário que é composto pelas forças policiais, o Ministério Público e o Poder Judiciário. São instituições muito caras e de baixa efetividade”, frisou Sávio.
 
A saída para reverter a situação geral da violência está, na visão do especialista, em três pilares principais. O primeiro é a rearticulação das agências que cuidam da segurança. Já o segundo envolve um trabalho relacionado ao sistema prisional (que deve levar em conta a condenação e o perfil de crimes e condenados). Por último, a ampliação de políticas de prevenção.
 
Governo defende ação integrada liderada pela União 
 
Os dados do Anuário, de acordo com a avaliação da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), mostram um desafio para todo o Brasil. Em nota, a assessoria de imprensa da pasta ressalta que “é preciso uma ação integrada e fundamental por parte da União, de fechamento das fronteiras para o tráfico de drogas e armas e de combate efetivo integrado às ações de grupos criminosos em todo o país”. 
 
Para a Seds, dessa forma, os esforços impetrados pelos Estados poderão surtir efeitos cada vez mais eficazes, melhorando a situação em que o país se encontra. 
 
A Secretaria aponta, ainda, o fato de os números do Anuário serem relativos aos anos de 2012 e 2013. Em 2014, algumas das estatísticas apresentadas, como as de homicídios, apresentam quedas: há 1,29% de diminuição das mortes em todo o Estado e 15,7% em BH no acumulado comparativo deste ano.
 
Sobre as ações realizadas para reforçar o combate à criminalidade, a Seds destaca que está investindo cerca de R$ 900 milhões desde o final de 2013 em ações, novos programas e obras. Até o fim do ano serão entregues cerca de novas 700 câmeras de videomonitoramento do Programa Olho Vivo para 16 cidades. Paracatu, Araguari, Patos de Minas e Uberaba já receberam equipamentos em 2014.
 
Entre as ações que serão desenvolvidas nos próximos meses na área da segurança, estão também a entrega de 200 vagas no sistema socioeducativo e o início da construção e ampliação de unidades prisionais que vão gerar 15 mil novas vagas.

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