quinta-feira, 26 de março de 2015

Comissão pede inquérito em caso de PM suspeito de assédio em Patrocínio

Diante das denúncias de assédio moral e sexual apresentadas por policiais  do 46° Batalhão de Polícia Militar de Patrocínio, no Alto Paranaíba, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai solicitar a instauração de processo administrativo militar e de inquérito policial militar para apurar os crimes supostamente praticados pelo tenente.
O assunto foi discutido durante audiência pública requerida pelo deputado Cabo Júlio, nesta quarta-feira (26), em Belo Horizonte.

Entre os crimes que o policial pode ter cometido contra as subordinadas estão ofensa, difamação, rigor excessivo e violência contra inferior. De acordo com os documentos lidos pelo deputado, o assédio às policiais teria sido feito pelas redes sociais e também no ambiente de trabalho, sugerindo que o relacionamento entre eles poderia se estender. Diante da recusa das servidoras às investidas do 2º tenente, as soldados teriam sofrido ameaças, perseguições e represálias, além de terem tido as notas de desempenho rebaixadas.

Na ocasião, o político também criticou o fato de o suspeito ter sido transferido para o comando da cidade vizinha de Patos de Minas somente dois anos após as denúncias e questionou o motivo pelo qual não foi aberto um inquérito para investigar os fatos.O suspeito e o comandante da época da transferência não compareceram à reunião. De acordo com justificativa enviada pelo comando, o tenente estaria licenciado por problemas psicológicos.
No comunicado também dizia que os fatos foram apurados em sindicância administrativa e que o policial havia sido removido da unidade de Patrocínio.


Policiais relatam constrangimentos

Uma das vítimas contou que as perseguições começaram logo após sua recusa aos assédios do oficial militar. Como exemplo, ela disse ter recebido nota seis em uma avaliação de desempenho, que foi retificada somente depois da intervenção de um comandante.

Ela também contou que devido à situação de pressão e instabilidade no trabalho, teve que tirar vários períodos de licença para tratamento psicológico.


Associação acha punição adequada

O vice-presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Ailton Cirilo da Silva, considerou que a sanção ao 2º tenente acusado foi justa, razoável e proporcional, o que mostra que as providências foram tomadas, embora isso pudesse ter acontecido de forma mais ágil. “O militar foi punido, a carreira ficou manchada e ele foi transferido do local de trabalho”, disse.

Ele também afirmou que apesar de o tema ser delicado e merecer os cuidados e a atenção dos comandantes, é necessário atentar para que não haja um exagero nas medidas punitivas, de forma a violar os direitos dos policiais.

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