segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Quartéis fecham cerco a maus policiais em Minas

Passava de meia-noite quando um rapaz de 25 anos teve a moto parada por militares no bairro Carlos Prates, região Noroeste de BH. Mandaram-no descer do veículo, encostar no muro e levantar as mãos. Procedimento normal na abordagem, até então.
“Depois da revista, um dos policiais me perguntou porque eu olhava para o nome dele, na farda. Me deu um tapa no rosto e disse que se eu quisesse poderia denunciá-lo no batalhão. Não tive coragem”, lamenta o motociclista, que prefere não revelar o nome. O temor dessa vítima de agressão e intimidação é compreensível, mas prejudica a investigação dos desvios de conduta de quem deveria estar nas ruas mantendo a segurança pública.
“Com medo, as pessoas preferem procurar uma ouvidoria fora da polícia ou o Ministério Público para denunciar. Mas, no decorrer da apuração, são chamadas ao quartel e se sentem constrangidas, intimidadas em falar. Às vezes, a denúncia de um fato grave fica esvaziada. O denunciante diz que não era bem isso, que estava nervoso na hora. Pode ser que seja, mas nunca temos essa convicção”, adverte o corregedor da Polícia Militar (PM), coronel Renato Batista Carvalhais.
Ele conduz o que chama de “mudança de foco” na gestão da Corregedoria. A proposta é qualificar a investigação e fechar o cerco a quem não honra a farda da corporação. “Para isso, é preciso dar um tratamento melhor a quem denuncia”, diz.

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